QUINTA DA REGALEIRA EM SINTRA – PORTUGAL

Quinta da Regaleira, Sintra

Capela Santíssima Trindade e Palácio na Quinta da Regaleira  em Sintra                                                         Imagem do site: https://www.lisbonlux.com

A cidade de Sintra, distante 29 km de Lisboa,  oferece uma grande quantidade de atrativos ao visitante: são mais de dez monumentos nacionais, que se destacam pela arquitetura, história e  peculiaridades ornamentais.

Não é tarefa fácil escolher quais pontos turísticos visitar, principalmente num bate e volta de Lisboa. No entanto, deixar de conhecer a Quinta da Regaleira pode trazer certo arrependimento porque poucos lugares no mundo são tão instigantes e inusitados, despertando a curiosidade de céticos, místicos, adeptos do ocultismo, conhecedores da mitologia greco-romana, estudiosos de religião e filosofia  ou simplesmente pessoas com espírito imaginativo.

Para os fãs do personagem Robert Langdon (o fictício professor de iconografia religiosa e simbologia da Universidade de Harvard), criado pelo escritor americano Dan Brown (autor de “Anjos e Demônios”, “O Código da Vinci” e “O Símbolo Perdido” entre outros)  é a oportunidade de encontrar um cenário ideal que inspiraria um enredo repleto de mistério e pródigo de interpretações.

Em cada canto vislumbram-se referências mitológicas, literárias (Virgílio, Dante, Camões), religiosas (Ordem de Cristo) ou místicas. Os elementos arquitetônicos e decorativos conjugam referências pagãs e cristãs, associadas a símbolos considerados maçônicos (notadamente na capela).

Alguns recantos cenográficos tem denominações sugestivas: “Poço Iniciático”, “Terraço  dos Mundos Celestes”; “Portal dos Guardiães”…

Para aproveitar ao máximo esse passeio a dica é: usar roupas e sapatos confortáveis e levar uma pequena lanterna. É permitido fotografar áreas internas, porém,  sem utilizar o flash  (que é vedado também no percurso subterrâneo).

A ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra parte da Estação Rossio (linha verde do Metrô) na Baixa Lisboeta. O percurso dura cerca de 40 minutos e o bilhete tem um valor bastante acessível (menos de 5 euros).

Durante a viagem há várias paradas e convém ficar atento para não desembarcar, por engano,  na Estação Sintra-Portela.

Para chegar à Quinta da Regaleira –  na Rua Barbosa du Bocage –  a partir da Estação Ferroviária de Sintra,  existem duas opções:

1º) Caminhar cerca de 2 km pela bela e agradável “Volta do Duche”, passando em frente ao Palácio de Sintra e ao famoso Hotel Lawrence  no centro histórico;

2º)  Utilizar o ônibus 435 (intervalos de 25 minutos entre as 9:45h  até as 18:00 h), num trajeto que também passa pelo centro histórico e dura em torno de 6 minutos.

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Palácio da Regaleira e ‘Loggia dos Pisões’ vistos da Rua Barbosa du Bocage

Antes de descrever o pitoresco lugar, convém abordar um pouco de sua cronologia histórica:

1697 – as terras foram compradas por José Leite para sua afilhada;

1715 – Francisco Alberto Guimarães de Castro adquiriu a área num leilão público e iniciou o aproveitamento das águas provenientes da serra (com a criação de uma fonte ornamental);

No final do século XVIII a propriedade passou a ser designada “Quinta do Castro” ou “Quinta da Torre” em referência à  “Torre do Pombal” (que foi posteriormente integrada à “Casa da Renascença”);

1807 – foram construídos: uma casa, um mirante, um jardim com grutas e um grande tanque pelo novo proprietário –  João Antonio Lopes Fernandes;

1830 – as terras foram herdadas por Manuel Bernardo Lopes Fernandes e adquiriram  a denominação: “Quinta da Regaleira”;

1840 – a Quinta foi comprada por Ermelinda Allen Monteiro de Almeida, que ficou conhecida como Baronesa da Regaleira (filha do rico comerciante do Porto –  Alfredo Allen). Ela empreendeu várias melhorias na propriedade: construção de uma residência nobre com jardins, pomares, oficinas e casa do porteiro.

Num leilão público, realizado em 1893, a residência e outras parcelas de terrenos ao redor foram compradas por Antonio Augusto Carvalho Monteiro (conhecido pela alcunha de “Monteiro dos Milhões”). Nascido no Rio de Janeiro, com ascendência portuguesa, era o herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada com o comércio de café e de pedras preciosas no Brasil. Ele foi entomologista (especialista em insetos), refinado colecionador (relógios, instrumentos musicais, pratas artísticas, antiguidades) e bibliófilo, sendo considerado um homem culto e estudioso de Filosofia e da obra de Camões.

A partir de 1896 foram elaborados por Henri Lusseau projetos para o palacete, em estilo neogótico francês e também planos paisagísticos para os jardins, mas que não agradaram ao contratante.

Por apreciar a arquitetura “neo manuelina” do Palácio da Pena, Carvalho Monteiro acabou escolhendo o arquiteto e cenógrafo do Teatro Nacional de São Carlos –   Luigi Manini, que havia se destacado pelo trabalho realizado no belo Palácio do Bucaço (na freguesia do Luso,  distrito de Aveiro) .

As obras de infraestrutura foram iniciadas em 1898 (sistema de captação e drenagem de água, terraplanagem de algumas áreas, construção de taludes e muros). As edificações tiveram início em 1902, a partir das Cocheiras. Somente em 1904 os trabalhos passaram a ser concentrados na Capela e em 1905 no Palácio. A finalização do projeto arquitetônico ocorreu em 1911.

A exuberante ornamentação foi realizada pelos escultores: João das Neves Machado, António Gomes, Rodrigo de Castro, Costa Mota, António Gomes,  José de Sousa Barata, José da Fonseca e seus irmãos: Luis (que auxiliou na cantaria) e Júlio (responsável pela talha da Capela).  Todos trabalharam conforme os esboços do arquiteto Manini para a cantaria e as esculturas.

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Ornamentação do teto de uma das  salas do Palácio da Regaleira

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Aldrava em forma de cabeça de leão no Palácio da Regaleira

Houve também a contribuição dos ceramistas Rafael Bordalo Pinheiro e Angela Santomarini assim como dos pintores: Baeta Dias (paredes esboçadas por Manini) e José Tiago Ferreira Basalisa, autor de “As Três Graças” (Força, Sabedoria e Beleza –  que representam os pilares da maçonaria de São João), obra  pintada em 1910 no antigo escritório de Carvalho Monteiro.

Os serviços de marcenaria ficaram a cargo do entalhador Cabeça de Vitela e os vitrais foram executados pelo Atelier Carvaya Bazzie &Cia.

Alguns itens do antigo mobiliário foram confeccionados com madeira de castanheiro extraída da própria Quinta da Regaleira e outros foram adquiridos  no Antiquário Lisboeta.

O mais estimulante na arquitetura e nos detalhes ornamentais da Quinta da Regaleira  é a busca por definições para os símbolos que, supostamente, fazem referência a Alquimia, Maçonaria, Templários, Ordem Rosa Cruz ou que algumas vezes expressam a dualidade e os confrontos da vida humana (Bem X Mal;  espiritual X material).

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A cruz da Ordem dos Cavaleiros de Malta no Palácio da Regaleira

Em 1920 a Quinta foi herdada por Pedro Augusto de Melo de Carvalho Monteiro, que a vendeu para Waldemar Jara D’Orey em 1946.

O arquiteto Antonio Lino apresentou, em 1949, um projeto contendo alterações decorativas do Palácio da Regaleira e também do Palacete das Cocheiras, cuja execução teve o acompanhamento do arquiteto Luis de Couto até a sua conclusão (1951).

Em 1956 Antonio Lino elaborou uma proposta de aproveitamento do terraço da Casa da Renascença.

A partir de 1975 Dª Maria Helena Ribeiro Cardoso D’Orey  tornou-se a proprietária da Quinta, que foi novamente colocada a venda em 1983 e comprada por uma empresa japonesa – Aoki Corporation (em 1988).

Em março de 1997  a propriedade foi adquirida pela Câmara Municipal de Sintra e passou a sediar a Fundação CulturSintra, responsável por um programa de recuperação e preservação patrimonial, aliado a dinamização turística e implementação de um plano de atividades culturais.

O espaço foi aberto à visitação pública em 1998.

INFORMAÇÕES PARA VISITAÇÃO

Horários: das 10:30 às 17:30 h nos meses de novembro, dezembro e janeiro

                 das 10:30 às 18:30 h nos meses de fevereiro, março e outubro

                 das 10:30 às 19:30 h nos meses de abril  a setembro

Não abre:  dias 24 e 25 de dezembro

Ingresso: 6 euros para adultos

                4 euros para estudantes acima de 15 anos e pessoas acima de 65 anos

                3 euros para crianças entre 6 e 14 anos (grátis até 5 anos de idade)

                18 euros = ingresso familiar

É oferecido, por um valor de pouco mais de 3 euros,  o serviço de audioguia disponível em português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e russo, além de uma versão infantil (em língua portuguesa) e outra na língua de sinais (ou língua gestual portuguesa). Existem 30 pontos de conexão distribuídos pelo Palácio, capela e jardins.

Visitas guiadas temáticas (mínimo de 8 pessoas) = 15 euros, incluindo o  bilhete e o serviço do guia

O  mapa de visitação, que pode ser solicitado na bilheteria, é fundamental para melhor orientar o percurso.

Mapa da Quinta da Regaleira

Mapa para a visita ao Parque e ao Palácio da Regaleira (obtido gratuitamente na bilheteria)

A Quinta da Regaleira está situada no limite do Parque Natural de Sintra-Cascais, mais especificamente na encosta Norte da Serra de Sintra. Por isso não é difícil a formação de nevoeiro, o que  reforça sua aura de mistério.

298 - Quinta da Regaleira vista do Castelo

Quinta da Regaleira avistada  na amurada do Castelo dos Mouros

ENTRADA DOS VISITANTES

O acesso é estruturado em dois níveis: no térreo está o portão de  entrada pedonal;  no nível intermediário encontra-se tanto o balcão com um mirante como o caminho para a área frontal ao Palácio, bem como uma passagem subterrânea para o interior do prédio.

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Entrada da Quinta da Regaleira na Rua Barbosa du Bocage                                                        Imagem do site:   https://turistaslupa.com

Essa parte está interligada (por escadas) a um terraço, pelo qual é possível chegar ao “Patamar dos Deuses”.

Além dos caminhos que acompanham as curvas de nível do terreno, existe um percurso subterrâneo que conduz às várias construções existentes na área.

LOGGIA DE PISÕES

É um tipo de estrutura arquitetônica muito utilizada na Itália, semelhante a uma varanda coberta e está situada no extremo da alameda que faz a ligação com o Palácio da Regaleira.

Coincidentemente, a palavra “loggia”  em italiano é também usada no sentido de “loja maçônica”

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“Loggia de Pisões” num extremo da Aléa dos Deuses na Regaleira

 

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Interior da “Loggia de Pisões” com painéis de  azulejos                      Imagem do site: https://www.tripadvisor.pt

JARDINS

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Jardim da Quinta da Regaleira com grande diversidade de espécies

O Parque é composto por quatro jardins, horta, pomar e bosque, com uma grande variedade arbórea (tanto ao redor do palácio como na formação da mata mais fechada),  destacando-se palmeiras, carvalhos, castanheiros, azinheiras, tílias e pinheiros entre outras.

Existe uma intencionalidade até mesmo na definição e localização de algumas espécies, como por exemplo a palmeira e a tamareira, consideradas símbolos de renascimento, porque os gregos chamavam de “phoenix” (aquela que renasce das próprias cinzas) árvores da mesma família.

Desde 1903 foram adquiridas espécies vegetais, principalmente no Brasil,  para incrementar a composição dos jardins (concluídos em 1918), que já apresentavam uma grande coleção de plantas exóticas, introduzidas principalmente no século XVI por D. João de Castro e no século XIX por D. Fernando II e Francis Cook.

O estilo paisagístico denota influência romântica, com profusão de estátuas, fontes, canteiros e bancos.

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Construções emergem em meio a vegetação na Quinta da Regaleira

O complexo sistema de irrigação dos jardins é composto por cerca de 15 minas d’água, um aqueduto e 12 cisternas.

Curiosamente, os itinerários que conduzem para a vegetação mais densa do Parque  convergem para o que parece ser um “menir” (monumento pré histórico em pedra de forma alongada, de grande altura e fixada verticalmente no solo, representando um tipo de totem, ou seja, considerado um símbolo sagrado).

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Menir no bosque da  Quinta da Regaleira em Sintra              Imagem do site: https://commons.wikimedia.org/

JARDIM DAS DAMAS

Situado numa área murada, no plano mais elevado do terreno, é dividido em dois níveis: no inferior predomina um relvado e um caminho pontuado por arbustos que chega à “Casa da Renascença” e a “Estufa Quente”,  enquanto na parte superior estão distribuídos canteiros, delimitados por buxos podados, preenchidos por espécies aromáticas.

CASA DA RENASCENÇA

A antiga casa do zelador tem a fachada revestida com granito, arrematada por ameias.

A Casa da Renascença abriga a entidade CulturSintra  Imagem do site: https:// turistaocasional.wordpress.com

Sobre ela foi construído –  em 1911 –  o “Terraço das Quimeras” (alterado em 1956).

Atualmente é a sede da CulturSintra –  responsável pela gestão da Quinta da Regaleira.

TERRAÇO DAS QUIMERAS

Terraço das Quimeras e Casa da Renascença na Quinta da Regaleira                                                       Imagem do site: http://oacor.blogspot.com

Com pavimento em lajes de calcário branco e cinzento, possui  uma fonte com três taças circulares.

No topo a água, projetada na vertical, escorre para a taça inferior que é apoiada por cinco quimeras (monstro híbrido com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão que, na mitologia, seduz e desencaminha quem a ela se entrega). Essas figuras jorram água pela boca, tendo quatro delas um búzio sob as patas e apenas uma segura  uma vieira (a que está voltada para uma das entradas da Quinta). A concha é considerada uma alusão à fecundidade e também à prosperidade e sorte.

Na base da fonte podem ser vistos relevos de figuras mitológicas marinhas.

Fonte das Quimeras no Terraço de mesmo nome na Quinta da Regaleira                                              Imagem do site:  https://www.maconaria.net

Nesse espaço encontra-se uma cafeteria com uma bonita vista do entorno.

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Cafeteria da Quinta  Regaleira instalada no Terraço das Quimeras                                     Imagem do site: http://gloriaishizaka.blogspot.com

BANCO 515

No jardim há um banco em mármore, com um  bonito conjunto escultórico composto por cães (galgos lebreiros macho e fêmea) nas extremidades, tendo ao centro uma jovem erguendo uma taça. Essas figuras inspiram múltiplas teorias.

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Um dos bancos do jardim da Quinta da Regaleira que desperta atenção               Site: https://anamargaridapalmeiraebomeeugosto.blogs.sapo.pt

Num primeiro momento, os cães fazem lembrar as cenas de caça presentes no interior do Palácio da Regaleira. Porém,  há quem estabeleça uma relação com o Santo Graal (a taça nas mãos da figura feminina) e para outros é o “Banco 515” associado à Divina Comédia de Dante: no centro estaria a figura de Beatriz, tendo em cada lateral cinco ameias. Na concepção da numerologia um dos conjuntos de 5 ameias indicaria o mundo material. A figura central (Beatriz), seria equivalente ao número 1  e representaria a alma (numa posição intermediária). As 5 ameias seguintes estariam relacionadas ao mundo superior.

Contudo, observa-se uma sexta ameia, colocada de lado (quase atrás de cada um dos cães), o que leva algumas pessoas a acreditar numa outra teoria complementar: seria uma alusão à Besta (666),  em oposição ao Messias ou Mensageiro de Deus (simbolizado pelo 515).

O galgo lebreiro (“il Veltro”) também é citado por Dante, no Canto I – do Inferno,  como sendo o responsável por caçar a loba (considerada a origem de todos os pecados), uma das feras que o  impede de escalar a Montanha da Salvação. Ao matar a loba, o cão permite que as boas almas alcancem o Purgatório, ao invés de serem enviadas para o Inferno pelas três bestas (incorporadas num leão, um leopardo e uma loba).

É preciso admitir que essa busca por significados acaba agregando uma diversificada “bagagem cultural”  aos interessados  e torna-se particularmente intrincada quando adota um clássico da literatura como referência, misturado a conceitos místicos ou a fundamentos do ocultismo.

ESTUFA  QUENTE

Construída, em 1908,  pela empresa Viúva Thiago da Silva & Cia, consiste num edifício retangular de três pisos e terraço, com cobertura composta por uma estrutura metálica,  recoberta com vidro.

As paredes norte e oeste foram erguidas em alvenaria e as faces sul e leste possuem estrutura metálica e vidro.

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Estufa Quente da Quinta da Regaleira preserva espécies alóctones                                                   Imagem do site: https://turistaslupa.com

Na fachada principal há um painel feito de azulejos, figurando seis sacerdotisas num rito de fertilidade.

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Fachada da Estufa da Regaleira decorada com painel de azulejos

FONTE DA ABUNDÂNCIA OU DA REGALEIRA

Localizada a oeste da “Casa da Renascença”, foi decorada com incrustações e elementos escultóricos na parede que sustenta a fonte onde estão presentes as letras “CM” , que para alguns seriam as iniciais de Carvalho Monteiro e para outros uma referência a Cristo (por formar a figura de um peixe –  símbolo de Jesus e dos primeiros cristãos) e sua mãe Maria.

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Fonte da Abundância ou Fonte da Regaleira nos jardins da Quinta

A ornamentação apresenta uma concha por cima de uma balança (representação da busca pelo equilíbrio, numa conclusão mais direta ).

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Ornamentação da  Fonte da Regaleira instiga diferentes interpretações

Na área frontal  à Fonte da Regaleira há uma plataforma semicircular voltada para um muro de arrimo e delimitada por uma espécie de banco, no centro do qual  sobressai o que parece ser um trono, além de uma mesa (talhados em pedra).

O espaço, decorado com ânforas (recipiente usado nas civilizações greco-romanas para guardar  água, vinho, azeite e cereais) sugere uma função ritualística.

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“Praça de Baco” na Fonte da Abundância um dos cenários da Regaleira                                                      Imagem: http://gloriaishizaka.blogspot.com

FONTE DE ÍBIS OU FONTE DO BALNEÁRIO

A Quinta da Regaleira possui diversas minas d’água, algumas das quais transformadas em majestosas fontes, como esta abrigada em nicho num prédio de planta retangular, dotado de terraço com sete urnas em calcário e um sistema de drenagem de quatro pontos.

Fonte do Balneário ou Fonte de Íbis na Quinta da  Regaleira                                            Imagem do site: http://bucolico-anonimo.blogspot.com

Continuando pelo Parque, na área simbolicamente associada aos três mundos (terreno, subterrâneo e  celeste), reúnem-se as cenográficas edificações: “Terraço dos Mundos Celestes” e “Entrada dos Guardiães”,  em interação com o Lago da Cascata.

TERRAÇO DOS MUNDOS CELESTES

Trata-se da cobertura da cisterna, com pavimento em lajes de calcário, limitado por muro com ameias .

Terraço dos Mundos Celestes na Quinta da Regaleira                                                             Imagem do site: http://espiandopelomundo.com.br

Possui dois torreões, que servem como mirantes,  sendo um deles composto por cinco pisos e denominado “Zigurate” (que significa: monumento em forma de pirâmide construído em patamares superpostos), de onde se obtém uma bela vista panorâmica.

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Torre Zigurate na Quinta da Regaleira  Imagem do site: https://commons.wikimedia.org

PORTAL DOS GUARDIÃES

Situado em frente ao Terraço dos Mundos Celestes, é uma estrutura formada por dois torreões nas extremidades, ligados por uma espécie de passarela semicircular (no centro da qual há um mirante). Essa construção pode ser utilizada como um teatro ao ar livre, não apenas por oferecer espaço para uma plateia como pela acústica bastante favorável.

A rica cenografia do Portal dos Guardiães se destaca na Regaleira                                                Imagem do site: https://sites.google.com

Na base da edificação podem ser vistos um tanque e uma fonte com a figura dos guardiães (dois tritões rodeando um búzio que, segundo a  mitologia, era usado para emitir uma música apaziguadora).

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Conjunto escultórico da Fonte dos Guardiães na Quinta da Regaleira          Site: https://anamargaridapalmeiraebomeeugosto.blogs.sapo.pt

Essa edificação dissimula a entrada para os túneis de acesso tanto ao nível intermediário do “Poço Iniciático”  quanto para o Poço Imperfeito e as grutas.

O torreão oeste dispõe de uma escadaria que conduz ao topo, enquanto sob a outra torre há uma espécie de tanque, não muito fundo, contendo água estagnada.

LAGO DA CASCATA

Pode ser atravessado por uma ponte  e apresenta um formato irregular, rodeado por um caminho onde estão dispostos canteiros de flores e bancos.

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Ponte sobre o Lago da Cascata na Regaleira            site: https://commons.wikimedia.org

Para alcançar a entrada do percurso subterrâneo é necessário caminhar nas pedras alinhadas sobre o espelho d’água.

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Caminho feito de pedras no Lago da Cascata na Quinta da Regaleira                                           Imagem do site: https://www.viaggiando.com.br

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O Lago da Cascata guarda um dos acessos ao fundo do Poço Iniciático                                               Imagem do site: http://www.osviajantes.net

POÇO IMPERFEITO

Situado ao sul do Parque, possui 8,90 m de profundidade e tem as paredes revestidas por pedras mais rústicas.

Por uma escada em caracol, disfarçada atrás da parede,  é possível ir até o fundo, onde se encontra um túnel que integra os percursos subterrâneos.

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Poço Imperfeito com paredes revestidas de pedras rústicas                                                           Imagem do site: https://turistaslupa.com

POÇO INICIÁTICO

A imagem, vista de cima, é como a de uma torre invertida, com uma escadaria helicoidal, sustentada por colunas e dividida em nove patamares, separados por lances de 15 degraus, que adentra a terra numa profundidade de 25 m.

O fantástico Poço Iniciático visto da superfície na Quinta da Regaleira                                                     Imagem do site: https://pt.wikipedia.org

É o local mais surpreendente do Parque, que inspira as mais complexas teorias embasadas no  misticismo, na numerologia e na literatura (alusão aos nove círculos do Inferno, do Purgatório e do Paraíso –  descritos na Divina Comédia de Dante Alighieri) .

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Poço Iniciático: o ponto de partida pode ser a superfície ou o fundo                                          Imagem do site: http://partiupelomundo.com

Existem intermináveis interpretações para o número nove mas, geralmente, estão associadas a um sentido de renovação ou reinício:

– é o último número singular, a partir do qual se inicia uma nova sequência;

– em várias línguas assemelha-se a palavra “novo” (nueve/nuevo em espanhol; neuf/neuve em francês, nine/new em inglês, neun/neu em alemão – além da própria língua portuguesa –  nove/novo);

– eram nove os primeiros cavaleiros que fundaram a Ordem do Templo (que em Portugal foi posteriormente  transformada na Ordem de Cristo);

– na mitologia grega, as musas eram as nove filhas de Zeus e Mnemonize;

– a gestação do ser humano se completa em nove meses…

Pela singularidade dessa construção, é natural que seja atribuído um papel ritualístico de ligação entre o céu e inferno, de busca pelo autoconhecimento ou de introdução nos fundamentos do esoterismo, enfim, um lugar de consagração.

E para reforçar o mistério e a simbologia que envolvem essa construção, existem vários caminhos pelo Parque da Regaleira que conduzem para um conjunto de pedras elevadas, onde um mecanismo oculto faz abrir  uma passagem para o nível intermediário do Poço Iniciático.

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Entrada do Poço Iniciático  camuflada entre as pedras e vegetação                                                    Imagem do site: http://www.mochileiros.com

No pavimento do fundo do Poço Iniciático está desenhada uma cruz templária (cruz pátea) com a sobreposição de uma estrela de oito pontas, que é a representação do brasão de Carvalho Monteiro –   mas também um símbolo associado a Ordem Rosa Cruz.

Brasão de Carvalho Monteiro no piso do fundo do Poço Iniciático                                                         Imagem do site: https://pt.wikipedia.org

É uma sensação indescritível estar no “ventre da terra” e olhar para o alto e enxergar o céu (ainda mais num dia ensolarado). A eterna dualidade entre a escuridão do subterrâneo e a luminosidade da superfície –  que evoca o nascimento ou também o contraste entre as trevas da ignorância e a luz do conhecimento.

Cada um tenta encontrar seu próprio significado nesse caminho descendente ou ascendente – conforme a escolha do visitante. Mas, se o lado pragmático for mais forte,  é bom lembrar que são 135 degraus (sempre melhor descer do que subir – ainda mais podendo usar os túneis para chegar até outra saída menos íngreme)

PERCURSOS SUBTERRÂNEOS

Trata-se de um conjunto de galerias, construídas de forma a aproveitar as características geológicas, predominantemente graníticas, da Serra de Sintra e que interligam as várias construções espalhadas pela Quinta da Regaleira.

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Túnel da Capela na superfície da  Quinta da Regaleira

Revestidos com pedras trazidas da orla de Peniche, os túneis possuem diversos acessos: Gruta do Oriente, Lago da Cascata (caminhando sobre pedras colocadas dentro da água);  Portal dos Guardiães e os Poços Iniciático e Imperfeito.

É bom ressaltar que alguns trechos do percurso requerem uma lanterna, porque não há qualquer foco de luz.

Presume-se que  exista uma intensa carga simbólica nesses caminhos (que lembram um labirinto) e muitas teorias alimentam as discussões sobre seus significados: morte/ressurreição; trevas/luz; fim/começo… Esse sentido é reforçado pela presença dos lagos – chamados “olhos da terra” (porque permitiriam aos habitantes do subterrâneo contemplar o mundo exterior) e que também aludem ao ventre materno ou à própria  Gênese (surgimento de vida no planeta).

Para além do misticismo, há uma concepção poética nessa representação, principalmente quando água e luz ajudam a criar  contrastes e efeitos admiráveis.

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Arcos  vistos do interior da Gruta do Lago da Cascata                                Imagem do site: http://historiasesabores.blogspot.com

Mas, convenhamos, um pré-requisito para essa caminhada subterrânea é ter um mínimo de espírito aventureiro.

A constante presença humana espantou os morcegos desses “túneis turísticos”, o que levou à criação de dois morcegários (estruturas construídas para albergar e monitorar os quirópteros) pelo Centro de Investigação da Regaleira – C.I.R. – que organizou um espaço expositivo sobre o tema.

Em 2009 foi encontrada, no interior de uma mina d’água,  uma colonia de uma espécie que estava desaparecida em Sintra há pelo menos 15 anos: morcegos-de-ferradura-mediterrânica.

GRUTAS

No lado sul do Lago da Cascata encontra-se  um caminho, sob o qual está o acesso para o percurso subterrâneo, marcado por arcos.

Grutas da Quinta da Regaleira integradas ao Lago da Cascata                                                 Imagem do site: http://oacor.blogspot.com

Não são formações naturais. Foram totalmente construídas pelo arquiteto e cenógrafo Manini, conforme os desejos de Carvalho Monteiro, como entradas para o “labirinto subterrâneo” e agregam três dos quatro elementos vitais presentes na mitologia e nas ciências da natureza: a terra, a água e o ar (inúmeras aberturas por onde a brisa penetra e se faz sentir). Antigamente, cabia ao visitante introduzir o quarto elemento, para iluminar sua caminhada:  o fogo (munido de velas ou tochas).

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Gruta do Labirinto – acesso ao subterrâneo da Quinta da Regaleira                                                          Imagem do site: https://turistaslupa.com

 

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Nas  grutas podem ser encontrados patos nadando nas lagoas

TORRE DA REGALEIRA

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Caminho no Parque  que conduz até a base da Torre da Regaleira

Conjunto composto por uma torre, dois torreões e um balcão assentados num patamar conhecido como Jardim da Perpétua (um gramado por onde se espalham espécies exóticas e com uma convidativa  pérgula).

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A Torre da Regaleira  proporciona uma vista fabulosa

As pessoas diziam que a vista do alto dessa torre era tão bonita que representava um verdadeiro regalo (de onde derivaria a denominação da Quinta). De fato, é um belo panorama abrangendo a cidade, os jardins do entorno  e a Serra de Sintra.

GRUTA  DA  LEDA

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Gruta da Leda na Regaleira guarda seus mistérios

Está situada na base do Jardim da Perpétua. Apresenta formato hexagonal (a estrela de seis pontas é o símbolo da união do céu e da terra) e abriga uma cascata e um tanque, onde há uma escultura de mulher com um cisne ao lado – o que remete à mitológica “Leda (rainha de Esparta) que foi seduzida por Zeus, transfigurado em um cisne. Por outro lado, a mulher está segurando uma pomba entre as mãos (símbolo do Espírito Santo) o que, segundo algumas teorias, estabeleceria uma analogia simbólica com a Imaculada Conceição  (o corpo físico fecundado pelo ser espiritual).

Outra interpretação alude a “Senhora do Lago”, lembrando que o ganso era o símbolo primitivo de agremiações de mestres construtores cristãos que tinham como padroeira Santa Madalena (Magdala). Até mesmo a  lenda do Rei Artur  é  usada como referência para lembrar que a “Senhora do Lago” é a mãe de Lancelote (Cavaleiro do Cisne) –  o mais perfeito dentre todos os Cavaleiros.

É impressionante o quanto a mente humana é capaz de criar quando se trata de tecer explicações  e interpretações subjetivas!

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Escultura da Gruta da Leda é associada a referências pagãs e cristãs

Pendendo do teto da gruta,  um símbolo em metal dourado e prateado faz lembrar um tradicional ícone do Judaísmo: a Estrela ou Escudo de Davi. No entanto,  o hexagrama  é rico em significados universais: no Hinduísmo é a ligação entre o masculino e feminino sendo conhecido como “Iantra”;  para a Maçonaria seria a união das forças ativa e passiva da Natureza; na Alquimia representa a ligação dos quatro elementos.

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Na Gruta da Leda um hexagrama inspira várias  interpretações

PATAMAR DO TÊNIS

Numa plataforma, sustentada por dois muros de arrimo, foi instalada uma quadra de tênis, dispondo de sete bancos para acomodação de público  e, no lado oposto, um nicho com ponto de água e espaço coberto para descanso.

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Patamar do Tênis na Quinta da Regaleira com espaço para o público                                            Imagem do site: https://www.mochileiros.com

PALACETE DAS COCHEIRAS

Era a zona produtiva da Quinta que agrupava: horta, depósito de instrumentos agrícolas, estufa e canil.

O palacete, edificado com materiais nobres (como o calcário), apresenta o mesmo estilo neo manuelino presente na capela e no Palácio da Regaleira.

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Palacete das Cocheiras, cavalariça e vacaria na Quinta da Regaleira                                                    Imagem do site: http://www.regaleira.pt/

Impossível deixar de notar, numa das paredes, duas figuras de dragões, cada um mordendo a cauda do outro, que no entendimento de conhecedores da Alquimia reportam ao clássico símbolo da serpente mordendo a própria cauda (representação da Unidade, origem e fim).

Na parte externa posterior está o Jardim da Horta, contido por muros e com canteiros formais delimitados por bucho onde foram plantadas roseiras. No  espaço gramado ainda são encontradas árvores frutíferas, remanescentes do antigo pomar.

Jardim do Palacete das Cocheiras na Quinta da Regaleira                                       Imagem do  site: http://www.historiadeportugal.info

PALÁCIO DA REGALEIRA

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Torre octogonal e torre redonda no Palácio da Regaleira

Edificação de planta irregular, adossada por uma torre circular e marcada por uma arquitetura eclética (reunindo elementos do estilo neo manuelino, neogótico e neo-renascentista), com perceptíveis referências ornamentais externas que reportam à Torre de Belém, Mosteiro da Batalha e Palacete do Bucaço.

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Palácio Regaleira com decoração em estilo  manuelino

A estrutura foi feita em calcário de Coimbra e nos revestimentos internos  foram utilizados mármores (nas lareiras), tapeçarias, veludo (nas portas da sala de jantar) mosaicos venezianos, piso “parquet”  em alguns ambientes e madeiras nobres tais como carvalho e cerejeira.

A decoração interior denota um caráter intimista, com grande carga simbólica e familiar. As figuras de crianças na mísula da varanda representam os netos de Carvalho Monteiro (a menina com o pombo é Teresa, a que segura o cordeiro é Nazaré, o menino que segura um ninho é Antonio e o outro Francisco).

Netos de Carvalho Monteiro retratados na ornamentação do Palácio                                 Imagem do site: http://www.historiadeportugal.info

Ao percorrer as dependências do Palácio é impossível não notar a presença do  monogramas “CM” em vários espaços, assim como a figura de seu idealizador nas Salas da Caça e da Renascença.

A exuberante decoração foi realizada pelo escultor José da Fonseca, apresentando temas: florais, náuticos, animais fantásticos, carrancas e aves.

FACHADA SUDOESTE

Antes de adentrar o edifício, é interessante olhar para o conjunto arquitetônico que compreende o terraço, a Sala Octogonal e o laboratório, além de admirar os detalhes exteriores como as gárgulas, o dragão, os relevos e o monograma “CM” envolto em cordas, laçadas e nós (bem característico do estilo manuelino) e o globo celeste ou esfera armilar no telhado.

Ouroboros (dragão mordendo a si mesmo) é o símbolo da eternidade                                  Imagem do site: http://www.historiadeportugal.info

 

P I S O   N O B R E  D O  P A L Á C I O

ALPENDRE

A ornamentação homenageia os Descobrimentos Portugueses  no belo trabalho realizado nos capitéis e colunas em pedra calcária (procedente de Coimbra).

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Presença de elementos do estilo manuelino na decoração externa

HALL DA ESCADA

Abrigava uma escadaria em madeira de castanheira, artisticamente entalhada, que fazia a ligação com os pisos superiores.

Em 1949 foi realizada uma modificação na escadaria e a remoção dos azulejos da Fábrica de Caldas da Rainha que revestiam o vestíbulo principal.

Atualmente é apenas uma  área de circulação.

SALA DA CAÇA

A antiga sala de jantar dispõe de uma profusão de elementos decorativos que evocam os ciclos da vida e a temática da caça, que se reproduzem no piso de mosaico veneziano, nas mísulas da abóboda, na  cantaria e  nos trabalhos de  marcenaria das janelas.

A monumental lareira sobressai no espaço, destacando as estátuas do caçador com seus dois cães e as pinturas laterais: uma  com cena de caça e outra de uma mulher com figuras marinhas.

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A magnífica ornamentação da Sala de Caça do Palácio da Regaleira

Numa  reforma, realizada em 1949, foram removidos os azulejos e os estuques das paredes, assim como foram retirados alguns elementos decorativos: o baldaquino existente sobre a estátua do caçador e  o baixo relevo de uma árvore estilizada, com as raízes se alongando até o chão  (no fundo da lareira).

Esse ambiente possui portas em arco, ladeadas por colunas e elementos naturalistas e geométricos (trabalhados em cantaria), que dão acesso à varanda. Há também uma outra  porta,  forrada de veludo vermelho (típico do estilo quinhentista),  que faz a comunicação com uma pequena copa.

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As portas do Palácio da Regaleira são surpreendentes

É um local que pode ser utilizado para eventos, com capacidade para 50 pessoas.

SALA DA RENASCENÇA

Com decoração inspirada no Renascimento Italiano, era usada como sala de estar. O piso é revestido por placas de madeira dispostas em padrão de mosaico e o teto apresenta caixotões octogonais.

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A exuberante decoração da Sala da Renascença na Quinta da Regaleira

Durante as reformas efetuadas em 1949 foram retirados das paredes o revestimento em veludo vermelho e os monogramas metálicos com as iniciais AACM.

Na porta, emoldurada em mármore, pode ser visto de um lado um puxador com a figura de Carvalho Monteiro e do outro a de sua esposa Perpétua Augusta.

Puxador da porta com a figura de Carvalho Monteiro                                Imagem do site: http://www.historiadeportugal.info/

As cena pintadas  nas paredes evocam a união do casal.

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Pinturas românticas  da Sala Renascença no Palácio da Regaleira

Algumas programações musicais e outros eventos organizados pela Fundação CulturSintra são realizados nessa sala, com capacidade para 50 pessoas.

SALA DOS REIS

Na antiga sala de bilhar pode ser visto o lambril de madeira encimado por motivos florais pintados em losango. No centro de cada parede há um brasão de armas correspondente às cidades de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga. O teto todo trabalhado em madeira também impressiona.

Na lareira de mármore está pintado o escudo de Sintra.

A denominação da sala é decorrente da presença dos retratos de  20 reis e 4 rainhas de Portugal.

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Sala dos Reis do Palácio da Regaleira com os retratos de 24 monarcas                                                  Imagem do site: http://oacor.blogspot.com

P I S O   1  D O   P A L A C I O   D A    R E G A L E I R A

Uma escada em caracol conduz a um amplo corredor, com piso de madeira, decorado com friso de folhas e flores junto à cornija e também envolvendo as portas dos quartos da família (sobriamente mobiliados).

Os aposentos do lado sul são enviesados.

O acabamento   dos dormitórios é bastante semelhante: piso e teto de madeira, paredes com lambril marmoreado, friso inferior e superior com grinaldas de flores e folhas.

Esse pavimento reúne outros espaços  íntimos que eram destinados à família: salas de estudo, sala Lusíada e  sala de estar integrada aos aposentos privativos do casal.

SALA DAS BONECAS OU SALA DOS BRINQUEDOS

Nas sobreportas há imagens de crianças brincando, envolvidas por figuras vegetais estilizadas e nas paredes estão retratadas cenas da vida burguesa.O teto é todo entalhado em madeira.

Palacio e Quinta da Regaleira, Sintra - Portugal

Sala das Bonecas ou Sala dos Brinquedos do Palácio da Regaleira                                                Imagem do site:http://www.carnets-voyages.org

P I S O  2   D O   P A L Á C I O   D A    R E G A L E I R A

Espaço destinados aos escritórios, quartos de hóspedes e outros ambientes.

SALA OCTOGONAL

Situada no canto sul do edifício, sugere a Charola existente no Convento de Cristo em Tomar.

Sala Octogonal na Quinta da Regaleira

Sala Octogonal  inspirada na Charola do Convento de Cristo em Tomar                                     Imagem do site: http://www.historiadeportugal.info

 SALA DAS MENINAS

O destaque são as molduras das portas, esculpidas em mármore, com figuras de cordas, nós, troncos e  folhas (elementos que reproduzem o estilo manuelino).

Sala da Meninas com piso “parquet” e muitos adornos          Site: http://viajardemochilaascostas.blogspot.com

A porta de acesso à torre apresenta maior riqueza decorativa, encimada por uma esfera armilar e por um relevo representando Adão e Eva e a Árvore da Vida.

Um friso pintado no alto da parede, junto ao teto, retrata jovens se divertindo ao ar livre.

TERRAÇO PANORÂMICO

Proporciona uma vista incrível do Castelo dos Mouros, do Palácio da Pena e do Parque da Regaleira.

Mas também existem detalhes ornamentais interessantes como os oito pináculos (elemento da arquitetura gótica) decorados com figuras naturalistas e fantásticas. Em um deles, voltado em direção ao oceano, pode ser encontrada a figura do poeta Luis de Camões.

P I S O  3

Os andares superiores foram os que sofreram maiores modificações e são utilizados para exposição sobre a história do Palácio (com maquetes, projetos, fotos) apresentando textos informativos.

Área expositiva sobre a Quinta da Regaleira no Palácio                                               Imagem do site: http://www.historiadeportugal.info/

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Maquete da Cocheira e Cavalariça da Quintada Regaleira

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Maquete da Capela da Santíssima Trindade na Quinta da Regaleira

TORRINHA

Mirante em cuja cobertura encontra-se a esfera armilar e o catavento com a cruz da Ordem de Cristo. Por sua privilegiada  posição favorece um amplo panorama que engloba a Serra de Sintra e a vista do oceano.

Essa torre neo medieval, no ângulo norte, era um espaço utilizado por Carvalho Monteiro –  onde se encontrava seu escritório, ligado diretamente ao laboratório, com acesso ao terraço.

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Laboratório de Carvalho Monteiro no Palácio da Regaleira

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Sintra e arredores vista do Terraço do Palácio da Regaleira

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Capela da Santíssima Trindade vista do terraço do Palácio

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Castelo dos Mouros e Palácio da Pena no topo a Serra de Sintra

BIBLIOTECA

A Biblioteca que pode ser vista atualmente no Palácio da Regaleira é uma amostra do que foi a coleção original. Havia um número significativo de publicações sobre o Messianismo e o Sebastianismo, com destaque para o “Tratado da Quinta Monarquia”, de frei Sebastião de Paiva (séc. XVII) e “Oráculo dos Oráculos Sebáticos” (séc. XVIII).  Outros personagens históricos recorrentes no acervo eram: Marques do Pombal (incluindo o original do último discurso proferido por ele); D. Pedro IV; D. Miguel e  Dª Maria II.

A “Camoniana” reunida por Carvalho Monteiro contava com um exemplar da primeira edição da “Comédia” de Luís de Camões (que está atualmente na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos).

Em 1926 Pedro Carvalho Monteiro vendeu um primeiro lote da biblioteca de seu pai para Maurice Ettinghausen, que remeteu os livros para o rei D. Manuel II,  com intuito de enriquecer a coleção de livros portugueses antigos do monarca (que estava exilado em Londres).

De acordo com a descrição de um catálogo inglês, consta que 3.602 itens da biblioteca de Carvalho Monteiro foram vendidos entre 1927 e 1929, incluindo livros, panfletos e 600 manuscritos (alguns do século XV), inclusive obras procedentes da coleção particular do conde de Olivais e Penha Longa, que tinha sido comprada por Carvalho Monteiro em 1909.

Um segundo lote da biblioteca  foi adquirido em 1927 pela Maggs Brothers.

Por fim, em 1929,  o núcleo central da biblioteca constituída por Carvalho Monteiro foi vendida para o Congresso Americano. O lote, pesando 15 toneladas,  teve que ser enviado  por via marítima para Washington e era constituído por 28.480 itens sendo:  22.400 livros (dos quais 14.000 em língua portuguesa, 6.000 em francês, 900 em inglês, 450 em italiano, 400 em espanhol, 500 em alemão, 150 em latim),  além de 40 jornais, 650 revistas, 920 almanaques, 70 livros de música, 4.400 panfletos.

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Biblioteca da Quinta da Regaleira constituída por Carvalho Monteiro                                                    Imagem do site: https://turistaslupa.com

Um efeito interessante, decorrente da pouca iluminação do ambiente e dos espelhos na base das estantes,  provoca no visitante a sensação de estar a beira de um “abismo de livros”.

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A pouca iluminação da Biblioteca dificulta fotografar sem uso de flash

ÁREAS DE SERVIÇO

Situadas em dois níveis, no subsolo, incluíam cozinha, despensa, copa, lavanderia com engomadoria, quartos de empregados e refeitório.

A título de curiosidade, na época em que Carvalho Monteiro vivia na Quinta da Regaleira a criadagem do Palácio era composta por seis pessoas (dentre as quais o motorista).

Também integrava a equipe de serviçais: dois carpinteiros, dois operadores do gerador,  mais de uma dúzia de jardineiros e pelo menos outras catorze pessoas envolvidas em atividades gerais (limpeza, lavanderia, cozinha, etc).

CAPELA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Localizada num patamar do terreno um pouco abaixo da  Estufa, é composta por nave única, sacristia, cripta e torre sineira.

O estilo manuelino da rica ornamentação da fachada principal (feita em cantaria de calcáreo) apresenta, acima do portal em arco, uma escultura do Mistério da Anunciação ladeada por imagens de Santo Antonio e Santa Tereza.

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Fachada principal da Capela da Santíssima Trindade na Regaleira

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Projeto iconográfico da Capela da Quinta da Regaleira  baseado nos nomes da  família de Carvalho Monteiro

Nas laterais, há janelas emolduradas por relevos de corda e motivos fitomórficos que, assim como os pináculos no alto da construção, remetem à arquitetura gótica manuelina e alguns elementos aludem a Ordem dos Templários (que não foi extinta em Portugal, como ocorreu em toda a Europa,  mas sim recriada como Ordem de Cristo).

Entrada lateral da Capela da Quinta da Regaleira   Imagem do site: https://pt.wikipedia.org

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Lateral da Capela da Santíssima Trindade na Regaleira

No interior do templo  avista-se a esfera armilar (ou globo celeste) sob  a Cruz da Ordem de Cristo, rodeada de pentagramas (estrela de cinco pontas),  desenhados no piso em mosaico.

 A nave possui paredes rebocadas e pintadas de branco, com desenhos de querubins e decoração com elementos vegetais e náuticos, sob uma cobertura em abóbada.

Na lateral direita há painéis de mosaico com imagem de Santa Tereza e Santo Antonio e do lado da Epístola um painel representando Santo Antonio e São Francisco pregando aos peixes.

No altar mor a pintura retrata Jesus, depois de ressuscitado, coroando uma mulher sobre a qual não há consenso (para uns poderia ser  Maria para outros Madalena).

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Relevos elaborados e pintura no altar da Capela da Quinta da Regaleira

Na porta do sacrário está representada Nossa Senhora da Piedade.

Um vitral ilustra o “Milagre de Nazaré”.

Vitral da Capela representando “O Milagre de Nazaré”                Site: http://viajardemochilaascostas.blogspot.com

A  iconografia na Capela está relacionada aos membros da família de Carvalho Monteiro: o pai Francisco, a filha Maria, o filho Pedro e os netos Tereza, Nazaré, Antonio e Francisco.

A concepção estritamente religiosa não foi determinante na edificação do templo cristão, que abriga múltiplos simbolismos, instigando diferentes interpretações e amplos debates, tais como: o “Delta Radiante” – um triângulo com o “olho de Deus”  (que na Maçonaria é o emblema do Grande Arquiteto do Universo) enfeitando o teto do Coro;  “Atanor” (forno alquímico da transmutação) na parede externa; “Harpias” (monstros alados com corpo de pássaros) e outros.

Teto do coro da Capela da Santíssima Trindade                              Imagem do site: http://arqsagrado.blogspot.com

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“Atanor” na área externa da Capela da Quinta da Regaleira Imagem do site: https://olhares.sapo.pt

CRIPTA

Sob o Coro Alto situa-se a entrada para a cripta (uma porta com um pentagrama), acessível por uma escada helicoidal.

No seu interior há um altar, exatamente embaixo do altar da capela.

Cripta da Capela da Santíssima Trindade na Regaleira                              Imagem do site: www.maconaria.net

O chão apresenta um ladrilhado preto e branco similar aos de templos maçônicos.

Abriga um acesso subterrâneo  para o Palácio da Regaleira.

ALEA DOS DEUSES  OU PATAMAR DOS DEUSES

A alameda frontal ao Palácio (que se estende ao longo do limite do terreno) foi ajardinada com espécies exóticas.

Possui nove estátuas alinhadas, representando deuses mitológicos, intercaladas com dois vasos e oito urnas  apoiadas sobre plintos, além de bancos e mesas.

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Alea dos Desuses na Quinta da Regaleira com inspiração mitológica

Na interseção com o caminho do lago da catedral encontra-se  o majestoso leão, feito em chumbo, de autoria de Pierre Louis Rouillard  –  um artista francês conhecido por suas esculturas de animais.

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Escultura de  Pierre Louis Rouillard na Quinta da Regaleira

Considerando toda a concepção simbólica envolvendo a Quinta da Regaleira, é fácil imaginar que a escolha e a disposição das estátuas não sejam aleatórias.

Mas a riqueza de significados da mitologia greco-romana abre espaço para infindáveis interpretações, levando a um olhar mais atento para os detalhes de cada escultura, disposta na seguinte sequência em relação ao Palácio:

1º) Mercúrio (na mitologia romana) ou Hermes (na mitologia grega) é o mensageiro dos deuses, portanto, aquele que estabelece a comunicação entre os homens e as divindades. É também o deus do vento, representando um dos quatro elementos (o ar).

Hermes/Mercúrio no Patamar dos Deuses da Regaleira                    Site: http://aconquistadabolina.blogspot.com

2º) Vulcano ou Hefesto (na mitologia grega) está associado ao fogo – outro elemento da Natureza. Talvez possa ser entendido no sentido de purificação. Mas também é representativo de todas as matérias que podem ser fundidas (ferro, bronze, prata, ouro) sendo então considerado uma referência a Alquimia.

Vulcano / Hefesto no Patamar dos Deuses da Regaleira                    Site: http://aconquistadabolina.blogspot.com

3º) Baco (na mitologia romana) ou Dionísio (para os gregos), conhecido como o deus da celebração e do vinho. No entanto, é tido como o criador da escola de música e das primeiras representações teatrais (duas paixões de Carvalho Monteiro) e também considerado um legislador e promotor da civilização e da paz.

Baco / Dionisio no Patamar dos Deuses da Regaleira                                     Imagem do site: aminoapps.com

4º) Pã (na mitologia grega), correspondendo a Lupercio ou Lupercus  na mitologia romana, é uma figura antropozoomórfica (metade homem e metade bode), ligada à natureza e ao universo. É considerado o deus dos campos, dos bosques e dos rebanhos. Também lembrado por sua musicalidade (reuniu juncos de diversos tamanhos e criou uma flauta que ficou conhecida como “flauta Pã”).

Pã / Lupércio no Patamar dos Deuses na Regaleira             Site: http://aconquistadabolina.blogspot.com

5º) Ceres (na mitologia romana) ou Deméter (na mitologia grega) representa a fertilidade da terra, sendo a representante da agricultura. É atribuído a essa deusa um importante papel na definição das estações do ano.

Ceres / Demeter no Patamar dos Deuses da Regaleira                  Site: http://aconquistadabolina.blogspot.com

6º) Flora (romana) ou Clóris (grega) encarna toda a natureza e representa em especial a primavera (período de renovação e florescimento). Cabe ressaltar que Carvalho Monteiro tinha grande interesse por Botânica e cultivou muitas espécies exóticas em seu jardim sendo que o nome dessa deusa foi utilizado para designar  todo o reino vegetal.

Flora / Cloris no Patamar dos Deuses da Regaleira                    Site: http://aconquistadabolina.blogspot.com

7º) Vênus (romana) ou Afrodite (grega) é a deusa da beleza e do amor. De origem marinha (nascida das espumas ou de dentro de uma concha), completa a representação dos quatro elementos.  É referenciada por vários poetas, inclusive Camões na sua obra maior “Os Lusíadas”.

Vênus / Afrodite no Patamar dos Deuses na Regaleira                        Imagem do site: https://aminoapps.com

O leão, visto neste caminho, remonta ao período de posse da propriedade pela Baronesa da Regaleira e seria uma homenagem à realeza.

No entanto, sob a ótica do esoterismo é uma figura solar, que simboliza poder, orgulho e sabedoria, tido como  o guardião do mundo subterrâneo.

8º) Orfeu, na mitologia grega, é o mais talentoso dos poetas. Considerado capaz de um canto tão perfeito (acompanhado pela lira herdada de seu pai Apolo) que amansava as feras mais selvagens. Poderia ser uma alusão ao poeta Camões ou uma representação dos seres humanos na busca pela elevação espiritual;

Orfeu no Patamar dos Deuses da Quinta da Regaleira                               Imagem do site: https://aminoapps.com

9º) Fortuna ou Tyche (para os gregos) é a personificação do destino, da boa ou da má sorte. É representada às vezes cega ou com a vista tapada (como a Justiça),  por distribuir seus desígnios aleatoriamente.

Fortuna / Tyche no Patamar dos Deuses da Regaleira                       Imagem do site: https://aminoapps.com

ÁREA DE SERVIÇOS DA QUINTA DA REGALEIRA

Nas imediações da capela localizam-se os sanitários, a cafeteria e o restaurante de gastronomia mediterrânea e portuguesa, instalado numa agradável esplanada, com um requintado salão que acolhe bem até 30 pessoas e capacidade para 100 lugares na área externa.

OFICINA DAS ARTES  E SERVIÇOS

Instalada nas antigas  dependências dos funcionários, às quais estavam agregadas a garagem e a casa do gerador (responsável pelo abastecimento de energia elétrica de toda a propriedade).

É o espaço destinado para realização de eventos culturais: exposições, palestras, apresentações musicais (utilizando inclusive o gramado frontal).

Oficina das Artes é o espaço para eventos culturais da Regaleira                 Imagem do site:  https:// asvoltasdovento.blogspot.com

É possível que, durante a visita (em especial nos  finais de semana), esteja ocorrendo alguma apresentação teatral ou musical nas dependências internas ou mesmo  no Parque,  o que torna o passeio ainda mais especial.

Para saber a programação com antecedência, convém consultar o site:  http://www.regaleira.pt/pt/agenda

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Apresentação de dança e teatro na Quinta da Regaleira

Certamente algumas horas não serão suficientes para conhecer todos os recantos da Quinta da Regaleira, mas chega o momento de voltar à realidade e retomar o caminho para Lisboa ou continuar o passeio por Sintra, ainda sob efeito de uma dose de magia absorvida nesse lugar tão enigmático e fascinante.

 

 

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